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terça-feira, 13 de abril de 2010

Os 25 tipos de chatos mais irritantes

Ok, reduzi para apenas dez, mas juro que poderia enumerar mais que isso. Além do mais, não seria seguro listar tamanha quantidade de características que irritem. Caso o fizesse, certamente incapacitaria algum tipo convívio social causando isolamento ou suicídio, seja meu ou dos leitores desacreditados com a humanidade. É triste mesmo.

10 - O engraçadinho

Ele vai fazer piadas a todo custo para todos ouvirem, normalmente sem graça. Quer ser o centro das atenções e para isso recorrem ao pior meio que poderiam. Ninguém ri de seus gracejos? Qual o problema? Ele mesmo ri e está feliz demais consigo mesmo para notar os olhares recriminadores à sua volta.

9 - Especialista

Sabe quase tudo sobre quase nada. Sua única área de interesse é essa e você que se adapte. Não adianta falar sobre outro assunto que ele não vai ligar e, mais legal ainda, não adiante opinar sobre sua área porque ele, como especialista, é detentor de todo conhecimento necessário e não aceita qualquer outra opinião sobre aquilo. Morram com sua sabedoria.

8 - Pessoas e filas

(Acho que isso é uma questão muito pessoal, portanto não reparem a raiva com que escrevi o texto abaixo)

Odeio quem fura fila e sinto vontade de socar quando vejo. Você já está lá, super feliz com seu lugar em uma fila gigantesca, e vê aquele imbecil simplesmente entrando na frente. Pode gritar e espernear, é pouco provável que seu cinismo o mobilize para notar que é ele o motivo da sua fúria. Não podemos esquecer também daqueles que a atrasam. Se você está numa maldita fila do banco, deixe em mãos aquilo que vai precisar quando chegar sua vez. Se for comprar a porcaria de um bilhete no metrô, preste atenção.

7 - Pessoas que ouvem música no alto falante do celular

Hora do rush, mais um dia estressante, pessoas demais nas ruas, carros demais no trânsito. Tudo que você quer é ao menos tentar relaxar no caminho até sua casa. Isso é possível? Não se uma dessas temíveis criaturas estiver presente. Ele não se importa que você não goste de “Rebolation” com tanto afeto ou que ouvir o mesmo pagode - nem um pouco distinguível de qualquer outro que você já tenha ouvido até hoje - sete vezes seguidas, podendo ser na verdade sete músicas diferentes, seja irritante. O importante é que ELE quer ouvir e ninguém pode fazer absolutamente nada contra isso. Mais difícil que aguentar essa situação é conter o impulso de pegar o aparelhinho que produz o som e jogar pela janela. Ou o dono dele.

6 - Ecochatos

Junto aos politicamente corretos (que obviamente estão numa posição "melhor" nessa lista), são o tipo que mais se expande. E como enchem a paciência! TUDO se torna uma questão concernente à natureza e como salvá-la do homem. Nem estou falando de coisas como jogar algo no chão ou reciclar lixo, acho atitudes válidas. O problema é quando criticam o Martinho da Vila por dizer que peixes são estúpidos e fáceis de pescar argumentando que eles estão apenas buscando alimentos e vagam como crianças africanas entre minas terrestres. Sim, eu sei que cara você fez. Saiu no jornal O Globo. Juro.

5 - Falsos moralistas

Vão falar, pregar a moral e os bons costumes, condenar aqueles que não abraçam esses valores, lamentar-se pelos desregrados tempos atuais... E não seguirão nada disso. Não estou falando de simples deslizes, eles são toleráveis. Estou falando de momentos frequentes em que conscientemente realizam atos que vão contra tudo aquilo que dizem e, quando confrontados com isso, apenas darão um risinho pelo canto do lábio. Hipócritas!

4 - Operadores de telemarketing

Quando vejo um “Withheld” me ligando já nem atendo. Telefonam em horários inoportunos, são imunes à grosseria e possuem suas falas decoradas. Experimento divertido para fazer é, ao ligarem para você, pedir em algum momento que repitam alguma informação pontual que acabaram de dar. Se conseguirem dizer sem repetir tudo novamente, está lidando com um profissional. E mais um ponto importante sobre esse tipo de gente: milhares se formam diariamente nos cursos que existem em tanta quantidade quanto academia, igreja, boteco e Yogoberry, mas você NUNCA vai conseguir falar com um deles imediatamente quando precisa.

3 - O chato do cinema

Ah! Esse é especial para mim. Aparece de tantas formas que eu poderia fazer uma lista apenas sobre isso. Aquela pessoa que cisma em comer algo barulhento durante a sessão (pipoca ok, Rufles é sacanagem), o carente que acha necessário verificar o celular de 5 em 5 minutos para ver se alguém ligou ou mandou mensagem, jogando aquele flash de luz no seu rosto, o “crítico” que precisa fazer seus comentários no meio do filme com a pessoa ao lado, aquele ser com uma risada histriônica etc. Eu poderia continuar para sempre.

2 - Politicamente corretos

Aporrinhadores como nenhum outro e se proliferam atualmente com uma velocidade alarmante. Sério, aos poucos tentam matar todo e qualquer tipo de humor e prazer da vida e ainda querem que sintamos culpa por isso. E nem vou citar com o que eles implicam porque as chances de um desses aparecer e criticar são enormes. Fiquem nos seus cantinhos, ok?

1 - Pessoas que fazem listas

Pobres seres prepotentes que acham sua opinião imprescindível.

E obviamente o(a) convido, leitor(a), a citar algo que o(a) irrite profundamente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

7 cursos universitários e seus inconvenientes

Pronto, finalmente a sensação de dever cumprido. Após o dito ensino obrigatório você começa o tão sonhado Ensino Superior. Escolhe o curso que quer, as matérias que deseja e tudo passar a ser do seu modo (sei que não é bem assim, mas sempre existe essa ilusão). Obviamente os interesses em comum não significam pessoas parecidas e logo surgem diversos imbecis na sua turma, mas isso é esperado, as pessoas não são iguais e algumas são tão diferentes que irritam. Mas existe um tipo de chato capaz de perturbar terrivelmente. É aquele infeliz que não está na mesma área que você e, com todo reducionismo do mundo, cisma em encher a paciência do desavisado. É em homenagem a esse tipo de pessoa que selecionei os cursos que mais sofrem com isso.

7 – Letras

Se existe alguma dúvida em relação à língua portuguesa, é a um estudante de Letras que qualquer um deve recorrer. Dicionários são inúteis perto dele. Por falta de imaginação e de conhecimento da abrangência da área, sempre chegamos à conclusão “lógica” de que a pessoa em questão será professora de português, mesmo que ela faça português/croata pretendendo trabalhar no consulado. Não soube responder? “Putz, espero que meus filhos não tenham aula com você.”.


6 – Biologia

A biologia é o ramo da ciência que estuda os seres vivos. Sendo assim, é esperado que a pessoa que se interesse pela área conheça todos os seres vivos do mundo. Daquele inseto irritante que aparece na sala até o tipo de musgo que cresce na sua calçada, é obrigação do biólogo saber tudo: nome vulgar, nome científico, alimentação, forma de reprodução, lugares em que vive e por aí vai. Não existe ignorância maior no mundo que não reconhecer algo e ele deveria se envergonhar disso.

5 – Geografia

“Qual é a capital do/da *** (insira aqui o país aleatório que você só procurou no Atlas para sacanear o seu amigo)?”. Essa é basicamente a vida de um estudante de Geografia. Isso e ter que conviver com o fato de que é uma das matérias mais subestimadas do ensino obrigatório. Admita, quantas pessoas você conhece que disseram adorar estudar geografia quando jovens?

4 – Matemática

A pessoa que estuda Matemática necessariamente é capaz de fazer qualquer conta de cabeça. É um fato comprovado cientificamente. Desde a simplicidade da conta num restaurante e suas divisões muitas vezes ininteligíveis (“Eu só comi quatro batatas. Isso dá quanto porcento do prato? E como fica o valor final para mim?”) até cálculos mais complexos inventados no calor do momento por seus amigos cruéis que desejam testar o raciocínio do pobre futuro matemático. E o mais importante dessa história é que, se ele não conseguir responder, seu curso e sua dedicação podem ser questionados sem misericórdia.

3 – Direito

Para perceber o tipo de armadilha que esse estudante cai, basta notar que muitas pessoas chamam o curso de “Advocacia”. Sendo assim, ao longo dos 5 anos de curso, deverá aguentar diversas pessoas pedindo para ser seu advogado no futuro mesmo que o que ele mais queira da OAB seja distância. Além disso, deve conhecer todas as leis e é inconcebível que não tenha a constituição decorada. Não se pode esquecer também que talvez a única outra classe considerada menos confiável que eles seja a dos políticos. Por sinal, não confio em políticos nem em advogados. Ou estudantes de Direito.

2 – Publicidade

Posso estar dramatizando um pouco o meu próprio curso, mas é um fato. Eu mesmo já enfrentei frases como “Vamos lá! Me dá um nome genial para minha banda!” ou “Preciso de um slogan. Pedro, diz um aí.”. E isso é apenas uma parte dos problemas. Além da obrigação de ser genial, ainda existe o problema do Photoshop. Todos acham que o publicitário é necessariamente um profundo dominador da ferramenta. Não, eu não consigo fazer você emagrecer, diminuir o nariz, aumentar os seios, colocar asas, revestir com escamas etc. E, se soubesse, não significaria que faria simplesmente porque você pediu.

1 – Medicina

Sem dúvida alguma, o líder do sofrimento. Eles simplesmente não encontram paz em sua existência. Serão obrigados a dar sua opinião médica sobre a tosse de seu tio na festa de 2 anos da priminha, examinar aquela mancha estranha/nojenta que apareceu há mais ou menos uma semana no braço do amigo em meio àquela reunião num barzinho e dizer o melhor remédio para a dor nos joelhos do seu vizinho. E aposto que suas vidas ficaram mais miseráveis depois da fama de “House”.

E você, leitor(a) assíduo(a) desse blog, conhece algum outro curso que sofre com a chatice das pessoas?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

8 grandes losers que entraram para a história

Losers do mundo, uni-vos! Discípulos de Al Bundy, Rob Fleming e Charlie Brown são bem vindos para compartilhar as histórias de perdedores da vida real.
Tentei equilibrar a lista com nomes da indústria fonográfica, Hollywood, roteiristas, inventores e esportistas. Vale lembrar que todas essas vítimas da ironia do universo constam no google. Ou seja, têm mais fama e dinheiro do que eu, você e seu tio que perdeu a mulher para o vizinho jamais teremos. Contudo, nada nos impede de rir da miséria alheia.
São só 8 personagens porque quero quebrar esse paradigma estúpido de números redondos. E não consegui lembrar de outros.

8 – Michael Madsen
É um loser que fez as escolhas erradas. Michael Madsen não é um desconhecido; atuou em filmes importantes e tem uma página na wikipédia de tamanho considerável. Contudo, perdeu a oportunidade de viver Vincent Vega, em Pulp Fiction, clássico de Quentin Tarantino. O filme marcou época, mudou a estrutura do cinema contemporâneo e deu novo fôlego à carreira de John Travolta, que acabou ficando com o papel. E Madsen desistiu de tudo isso para atuar em Wyatt Earp. Um de seus últimos trabalhos no cinema foi em 2006, no brilhante...“Todo mundo em pânico 4”. Pois é.

7 – Jackson 4
Obviamente, Michael Jackson foi excluído da contagem. Jackie, Tito, Jermaine e Marlon devem escutar até hoje o quanto o caçula da família era adorável. Viver à sombra de um moleque de oito anos de idade que dança e canta divinamente não deve ter sido nada agradável. O loser aqui não é o grupo em si - afinal, eles já foram o hit da Motown -, mas os irmãos menos talentosos de Michael. E, francamente, alguém lembra de outras canções que não sejam “ABC”, “I’ll be there” e “I want you back”?

6 – Jeffrey Lieber
Tenho amigos que assistem Lost há 5 anos e, quando questionados sobre Jeffrey Lieber, pensaram se tratar de um personagem secundário qualquer. Não. O rapaz é um dos criadores do seriado. Ele deu início ao projeto, passou semanas trabalhando sozinho no roteiro e nos personagens. Quando terminou o piloto, entregou à emissora. Seu trabalho foi super elogiado...e ele foi demitido. O roteiro, então, foi para as mãos de J.J. Abrams e Damon Lindelof, que tocaram a história. Lieber é pago cada vez que um episódio vai ao ar, mas diz que usa o dinheiro para bancar seu terapeuta.

5 – Elisha Gray
A primeira vez que ouvi a história de Gray senti pena, muita pena. Todos conhecem Alexander Graham Bell, certo? Mas ninguém sabe quem foi o pobre Elisha. Seu nome só é citado nas páginas brasileiras da wikipédia em artigos sobre Graham Bell. Reza a lenda que Gray patenteou o seu protótipo de telefone somente uma hora depois do inventor oficial. Por 60 minutos, o infeliz perdeu os créditos da invenção. Se você se achava azarado, repense sua vida.

4 – Rubens Barrichello
Barrichello é tão loser que não conquistou o primeiro lugar nem nessa lista. Provavelmente, é o piloto que demorou mais tempo para vencer uma corrida. Mesmo dirigindo as melhores máquinas, nunca foi campeão mundial. É motivo de chacota em rede nacional. Rubinho é a definição do loser pride, completamente conformado com sua condição. Afinal, ser loser é uma sina, não adianta lutar. Por isso mesmo, Barrichello prefere pisar no freio e deixar que amigos mais capacitados cheguem na frente.

3 – Eduardo Saverin
Poucas pessoas conhecem a história do Saverin. Eu só fiquei sabendo quando li uma reportagem sobre o livro “The Accidental Billionaires”. Contudo, o brasileiro é um dos inventores do Facebook, junto com Mark Zuckerberg. Sim! Inventor do Facebook! Nosso compatriota estudava Economia, em Harvard, quando conheceu o menino prodígio. Porém, devido a um sério desentendimento, Saverin foi tirado do projeto, perdeu o amigo e a quantia de 10 bilhões de dólares. Certamente, o nerd mais loser da história.

2 – Giordano Bruno
Giordano é o loser mais nobre que conheço. E também aquele com quem mais simpatizo. O filósofo enfrentou a Igreja Católica e seus preceitos para provar o heliocentrismo e a teoria de que o universo seria infinito, povoado por milhares de sistemas. Ao ser perseguido pela Inquisição romana, Giordano não desistiu de seus ideais...e foi condenado à morte na fogueira. Somente 16 anos depois, Galileu Galilei também foi julgado, mas decidiu voltar atrás, amenizar sua crítica e diminuir o tom agressivo. Resultado: não foi queimado, pôde continuar desenvolvendo pesquisas e hoje é conhecido como pai da física moderna. Pobre Giordano.

1 – Pete Best
Best foi amaldiçoado de diversas maneiras, a começar por seu nome irônico. “Best”. Pff. Ringo Starr não foi o único a ter a posse das baquetas dos Beatles. Antes de sua entrada na banda, Best era o bateirista. O inglês permaneceu no grupo até 1962, pouco depois da primeira audição para a EMI. Foi despedido pelo empresário dos Beatles por sua falta de compromisso, que desagradaria George, John e Paul. E o resto da história todos nós conhecemos. Best é reconhecido por poucos e perdeu a chance de ser o bateirista de uma das maiores bandas do mundo. Tentou cometer suicídio e entrou na justiça contra declarações de Ringo. Atualmente, acompanha um grupo cover argentino dos Beatles – The Beats – em suas turnês. É preciso ser muito, muito loser para participar de uma banda cover das pessoas que o expulsaram. E, por isso, ninguém tira o primeiro lugar de Pete Best.

Good Grief!

domingo, 3 de janeiro de 2010

10 filmes que não deveriam possuir uma continuação

Existem trilogias imponentes no cinema, memoráveis. Algumas quadrilogias também são capazes de arrebatar os mais frios corações. Existem é claro, filmes que constroem uma legião de fãs, seja pelo diretor, pelos atores envolvidos, pelo roteiro ou até por algo inexplicável. Mas uma coisa é inegável, existem filmes que são aniquilados justamente por suas sequências terríveis e essa é uma lista dos 10 piores que consegui me lembrar:

10 - "Efeito Borboleta 2" (The Butterfly Effect 2, 2006) e 3 – Revelação (The Butterfly Effect 3: Revelation, 2009).

São pequenas coisas causando grandes mudanças que fundamentam a vida de Evan Treborn (Ashton Kutcher no que considero o único papel regular que já fez). Os pequenos lapsos são entradas para poder realizar mudanças no passado e influenciar de maneira radical seu futuro. Já é um filme regular, mas aí vem o melhor. Sua continuação consiste de... exatamente o mesmo. Por que fazer uma continuação quando não há nada para acrescentar? Cheguei a ouvir pessoas falando bem do terceiro filme, dizendo ser bom por parecer muito com o primeiro (não tive coragem de assistir). Uau! Palmas para a originalidade!

9 – "Pânico 2" (Scream 2, 1997), 3 (Scream 3, 2000) e 4 (Scream 4, 2010)

O filme “Pânico” (Scream, 1996) é um dos poucos filmes de terror a entrar na lista dos “500 Melhores Filmes de Todos os Tempos” e no livro “1001 Filmes para Ver Antes de Morrer”. Suas sequências aproveitam o seu sucesso inicial e o carisma (?) do serial killer "Ghostface" para serem lançadas. Nenhum mérito para elas.

8 - "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystall Skull, 2008)

Sei que citar Indiana Jones pode gerar polêmica, mas antes que venham atrás de mim com pedaços de madeira e tochas, deixem-me explicar. O filme é apenas ok. Definitivamente melhor que “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (Indiana Jones and the Temple of Doom, 1984), mas obviamente nem se aproxima da obra-prima que foi “Indiana Jones e a Última Cruzada” (Indiana Jones and the Last Cruzade, 1989). O último filme da recém-quadrilogia do arqueólogo não foi nada demais. Esquecível e pouco inventivo, sua única e grande força foi acessar aquela parte da memória daqueles que puderam ver os primeiros no cinema e dos novos fãs que nunca tiveram a oportunidade.

7 – "Tubarão II" (Jaws II, 1978), "III" (Jaws 3-D, 1983) e "IV – A Vingança" (Jaws: The Revenge, 1987), que eu me surpreendi ao descobrir a existência.

Tubarão (Jaws, 1975) foi um grande marco para o cinema, com a direção primorosa de Steven Spielberg e a trilha sonora do sempre perfeito John Williams e uma de suas mais famosas músicas. Ganhou os Oscars de Melhor Trilha Sonora, Melhor Montagem e Melhor Som, além de ter sido nomeado para Melhor Filme, conseguindo arrecadar 260 milhões de dólares em dois anos de exibição. Com poucas palavras dá para notar o sucesso que foi, além de ter servido de influência para muitos outros filmes (em grande parte, ruins). E como estragar isso? Lembrando que existem seqüências, inclusive a maravilhosa vingança do tubarão, no qual ele seleciona suas vítimas. Como ele seleciona? Vendo?! Tubarões são míopes! Eles atacam alguns surfistas pensando serem focas! Ao menos a ideia diverte...

6 - "Poltergeist 2" (Poltergeist II: The Other Side, 1986) e "3" (Poltergeist III: We’re Back, 1988)

Escrito e produzido por Steven Spielberg, “Poltergeist – O Fenômeno” (Poltergeist, 1982) marcou a década com seu terror. Uma típica família americana sofrendo com um poltergeist em sua casa, uma filha raptada e segredos terríveis sobre aquela propriedade. Sucesso absoluto, concorreu aos Oscars de Melhores Efeitos Especiais, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora, além de ter lançado a carreira da ainda criança Drew Barrimore (não, ela não está no filme, mas Spielberg, percebendo o seu talento, convocou-a para um papel pequeno no filme que dirigia na época, “E.T.”). Até mesmo as histórias curiosas e assustadoras em torno das filmagens e dos atores são um espetáculo à parte. E apesar disso tudo, não acharia estranho que nunca tenha ouvido falar de suas continuações, no máximo o segundo. Os grandes feitos desse foram concorrer ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais e ao Framboesa de Ouro com Pior Atriz Coadjuvante para Zelda Rubinstein. Querem mesmo saber do terceiro?

5 - "Velocidade Máxima 2" (Speed 2, 1997)

Um clássico da Sessão da Tarde, “Velocidade Máxima” (Speed, 1994) nos fez adorar Jack Traven (o sempre muito expressivo Keanu Reeves) e Annie Porter (Sandra Bullock), ao mesmo tempo em que Dennis Hopper, com seu Howard Payne, foi um belo exemplo de vilão com maquinações loucas, mas ainda assim críveis e temíveis. Um ônibus que não pode ultrapassar 50 milhas por hora e nem parar seria um verdadeiro problema numa metrópole e suas ruas com fluxos débeis. Um drama moderno. E o que é sua continuação? Um navio! Sim, um navio. Não poderia ser mais imbecil. Alguém consegue levar a sério? E existe a possibilidade de um 3 por aí. Tenho até medo do que possa aparecer.

4 - "O Chamado 2" (The Ring 2, 2005)

Um filme de terror ganha seu público com os sustos e surpresas que desperta. Fazer uma sequência é um grande trabalho e requer competência do roteirista, que seja capaz de criar novas situações. A sequência de “O Chamado” (The Ring, 2002) falha miseravelmente nisso. Ponto para mais uma péssima continuação.

3 - "Jogos Mortais 2" (Saw 2, 2005) ad infinitum

O primeiro filme foi uma ideia genial. Pouco dinheiro, locações baratas e sucesso absoluto, além de elevar o estilo de filmes gore a um novo patamar, causando angústia e repulsa em muitos e atraindo muitos mais com seu roteiro inovador e bem amarrado. E assim veio sua continuação... Confesso que fui ao cinema assistir e, ao ver no final que uma das vítimas sobreviventes do “Jigsaw” tomaria seu lugar, percebi que perderiam completamente a linha e isso poderia gerar infinitos filmes relativamente baratos e rentáveis. Está em qual mesmo?

2 – "Os Embalos de Sábado Continuam" (Staying Alive, 1983)

Dirigido por Sylvester Stallone e considerada a pior sequência de todos os tempos. Não preciso dizer muito, não é? (Mas é claro que eu quero assistir a "Os Mercenários")

1 - "Matrix Reloaded" (The Matrix Reloaded, 2003), e "Revolutions" (The Matrix Revolutions, 2003)

Nesse caso, prefiro continuar pensando que não houve continuação e ficar feliz com o primeiro.

E você? Lembra de mais alguma sequência desastrosa?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

As 10 resoluções de ano novo que você fará e não cumprirá

Não importa se você leu "O Segredo" ou acredita que o caminho para o sucesso está em seu coração. Você não cumprirá suas resoluções de fim de ano. Milhares de estudos feitos por psicólogos - que deveriam ocupar seu tempo realizando pesquisas sobre transtornos mais relevantes - apontam que basta dividir objetivos em pequenos passos e permitir recompensas para chegar ao sucesso. Besteira. Uma lista de resoluções é uma obra de ficção, nada baseada em fatos reais. Ou talvez eu simplesmente esteja amargurada por não conseguir cumprir nenhum dos meus itens. Se você for uma pessoa pró-ativa, eficiente e empreendedora, conte isso em uma dinâmica de grupo e encare esse post como um desafio. Prove que estou errada, vá em frente. Em dezembro de 2010, nós conversamos.

10 - Aprender a dirigir e/ou a tocar algum instrumento e/ou a falar mandarim.
Exigem níveis de dedicação distintos, mas envolvem adquirir uma nova capacidade, ampliar nosso ínfimo "repertório". Adquira seu "Como falar qualquer coisa em [insira o idioma aqui]", compre um banjo, pague o DUDA e boa sorte.

9 - Emagrecer X quilos e ter uma vida saudável.
E mesmo que você não precisasse emagrecer até ontem, fará questão de arruinar isso durante as ceias de Natal/Reveillon. A virada do ano é o melhor período para as conhecidas promessas de abandonar o cigarro, as bebidas e encontrar Jesus.

8 - Verdadeiramente ler as revistas que assina e os livros que compra.
Acredite por alguns segundos na mágica ilusão de que você finalmente se livrará de todas as desculpas - "Não tenho tempo", "Preciso de óculos" - e lerá os exemplares que enfeitam sua estante.

7 - Ganhar mais dinheiro por meios lícitos.
7.1 - Um trabalho gratificante, que recompense o investimento na faculdade e te realize profissionalmente.
7.2 - Os 100 milhões da mega-sena da virada.

6 - Evitar gastos supérfluos.
Risque da sua lista os celulares de última geração, o Kindle e o wii. Você pode viver perfeitamente em um modesto apartamento, com internet discada e aproveitando as promoções de salgado + refresco.

5 - Não procrastinar.
Depois eu escrevo mais sobre isso.

4 - Não se estressar com problemas pequenos ou que não tenham solução.
Problemas pequenos que não têm solução são a definição na vida. Aquela história de "Não fique assim. Fulano tem câncer e passa por coisas bem piores" só funciona para seres muito elevados.

3 - Fazer a matrícula em uma academia.
Desculpe. Essa você provavelmente vai cumprir. Eu, por exemplo, já fiz 5 matrículas em 5 academias diferentes. E frequentei um total de 5 aulas.

2 - Aproveitar as coisas simples da vida.
Apreciar o canto do passarinho na janela enquanto assiste ao pôr do sol, sente o sabor de uma fruta madura e ouve o riso de uma criança. Poético, mas aposto como você prefere gastar os 100 milhões da mega-sena em uma viagem para Las Vegas.

1 - Cumprir a lista de resoluções.
"Ah, esse ano eu conseguirei!". Não, campeão.


Atenção. Uma ONG britânica para saúde mental adverte: se seus planos não se materializarem, sentimentos de fracasso e inadequação podem ser despertados. Vejo insegurança, sensação de desespero e uma leve depressão no horizonte de 2010.

Feliz ano novo para todos!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Os 10 melhores álbuns de 2009

Em um ano que baixei mais música que em todos os anteriores, me sinto quase na obrigação de fazer uma lista como essa. Não posso negar que seja tendenciosa, afinal, o que não ouvi não entrará aqui por motivos óbvios, mas posso dizer que me esforcei, com bastante (im)parcialidade, preparar uma lista de 10 álbuns não seguindo apenas o que mais gostei, mas também diversos outros critérios aleatórios e obscuros, os quais obviamente você, leitor(a), não vai tomar conhecimento. E sem mais floreios, eis a lista.

10 - “Wolfgang Amadeus Phoenix”, do Phoenix.

Uma banda francesa que mescla um indie rock à música eletrônica. Até aí pode não parecer ter nada de especial, mas o Phoenix vai muito além. Com o primoroso vocal de Thomas Mars e a levada pop de seus músicos, ela se destaca. Prova disso é a indicação ocorrida em dezembro ao Grammy de Álbum Alternativo do Ano. Não podia não constar nessa lista.

9 - “Sing Along To Songs You Don’t Know”, do Múm.

Um trabalho experimental islandês. Algumas pessoas logo torceriam o nariz para isso, outras aclamariam. O importante é que o Múm faz um som muito agradável com vocais doces, efeitos eletrônicos simples e instrumentos pouco convencionais. Escrevo esse texto ouvindo a deliciosa “Prophecies & Reversed Memories”. É para o deleite de qualquer um.

8 - “A New Tide”, do Gomez.

Existem muitas camadas de instrumentos no novo trabalho do Gomez. É uma percussão mais elaborada, um ritmo cativante, uma orquestra em determinado momento, a simplicidade de um violão e estalar de dedos acompanhando uma música etc. “A New Tide” é complexo e merece diversas audições para conseguir captar suas nuances.

7 - “Nature Is A Taker”, do Uninhabitable Mansions.

Pouco mais de 10 mil execuções no Last.fm e descrições sucintas pela internet, o Uninhabitable Mansions é um coletivo de arte e uma banda formada por diversos integrantes de outras: Robbie Guertin e Tyler Sargent do Clap Your Hands Say Yeah, Annie Heart do Au Revoir, Doug Mavin do Dirty On Porpose e Chris Dicken do Radical Dads. Quem conhece qualquer uma dessas e não conhece o UM, aposto que vai correr atrás depressa. E quem não conhece, procure tudo isso e obviamente o debut do Uninhabitable. Um pop rock com tons psicodélicos dá o tom de “Nature Is A Taker”.

6 - “The House That Dirt Built”, do The Heavy.

O que você pensa ao ouvir algo que vai de forma fluída do soul ao funk, rock de garagem com pitadas de James Brown e um pouco rockabilly aliados a músicas dignas de um Whestern Spaghetti? É o que The Heavy faz em seu segundo álbum, “The House That Dirt Built”, com absurda competência. Kelvin Swaby possui uma voz capaz de acompanhar todos esses ritmos. O trabalho foi produzido e mixado por Jim Abiss, que também trabalhou com o Arctic Monkeys, o Kasabian e o Bombay Bicycle Club. É muita aptidão para o negócio!

5 - “Humbug”, do Arctic Monkeys.

O Arctic Monkeys fez um sucesso tremendo com seu primeiro álbum, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, lançado em 2006. Repetiu seu jeito conseguindo mais sucesso com “Favorite Worst Nightmare”, de 2007. E o que esperávamos do seu terceiro trabalho de estúdio? Mais do mesmo, claro, mas não foi o aconteceu. Muito mais sombrio e maduro que os trabalhos anteriores, “Hambug” talvez se aproxime no máximo do que foi “505” e vai além, sem medo de ser diferente. Em algumas músicas a própria voz do Alex Turner está irreconhecível. 5º lugar para os Macacos. Destaque também para o EP “Cornerstone”, com músicas que mereciam constar no álbum.

4 - “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”, do Kasabian.

O Kasabian continua o Kasabian e, além disso, vejam o clipe de “Vlad The Impaler”. Isso já basta.


3 - “The Satanic Satanista”, do Portugal. The Man.

Partindo do indie, passando por soul, blues e folk, Portugal. The Man faz um som único, assim como é seu líder, John Baldwin Gourley. Nascido no Alaska, John vivia um isolamento tecnológico e, durante o inverno, sua energia era provida por um gerador e não possuía nem ao menos telefone. “The Satanic Satanista”, o quarto álbum, começa com a ótima “People Say” e segue numa sequência de músicas admiráveis até seu término-rock-progressivo “Mornings”. E a banda já tem outro álbum programado para sair em 2010, mantendo um lançamento por ano.

2 - “Wall Of Arms”, do The Maccabees.

Os Macabeus, que significa “homens que são fortes como martelo”, são como ficaram conhecidos os judeus que, em defesa de sua religião, se rebelaram contra os gregos, fato que posteriormente levaria à criação do Hanukkah. E em nada disso Orlando Weeks, vocalista do Maccabees, buscou influência, a banda apenas abriu a Bíblia e pegou um nome aleatório. Banda de Londres, seu segundo álbum “Wall Of Arms”, serviu para consolidar o som que já faziam antes, com suas três guitarras e excelente vocal.

1 - “xx”, do The xx.

The xx (em minúsculo mesmo) é um quarteto/trio londrino formado em 2005. Seu debut saiu em 2009 e logo garantiu o primeiro lugar dessa lista. Os vocais melodiosos alternados entre Romy Madley Croft e Oliver Sam são um prazer à parte, completando o grupo com Oliver Smith e a (ex-)tecladista Baria Qureshi. A guitarra contida e o grande peso do baixo, em conjunto com sintetizadores e uma bateria eletrônica, dão um clima minimalista e soturno às composições do xx. É uma sonoridade nada inglesa que sem dúvidas deve ser ouvida.


E como eu obviamente não conseguiria deixar certas coisas de fora, aqui vai uma lista, em ordem alfabética pelo nome das bandas, sem hierarquização, com outros trabalhos que acho valerem a pena serem ouvidos:

“Get Guilty”, do A.C. Newman; “Grrr”, do Bishop Allen; The Tire Swings”, do Boring Landmarks; “Stir The Blood”, do Bravery; “Hey Everyone”, do Dananananaykroyd; “4th Dimension”, do Jimi Tenor & Kabu Kabu; “The First Days Of Spring”, do Noah And The Whale; “Real Estate”, do Real Estate; “White Water, White Bloom”, do Sea Wolf; “Sergeant”, do Sergeant; “There Will Be Fireworks”, do There Will Be Fireworks; “Conditions”, do Temper Trap.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Os 10 melhores quadrinhos online

Nenhuma das 43 idéias de listas no arquivo “pão ou pães.txt” parecia apropriada para esse texto inicial. Terei outras oportunidades de desenvolve-las no futuro, porém precisava de algo minimamente mais interessante do que “As 10 maneiras mais patéticas de se passar o Natal” para meu post de apresentação. Depois de algumas horas tentando fugir das coisas estúpidas que brotavam na minha mente, pensei em escrever um “Top 10 de quadrinhos”. Sim, parecia ótimo. Exceto pelo fato de que seria obrigada a agrupar figuras como Stan Lee e André Dahmer na mesma categoria. Não entendam mal, o Dahmer é ótimo. Mas, francamente, ele não criou o Homem-Aranha. Então, a lista acabou evoluindo para “Os 10 melhores quadrinhos online”. E se a primeira impressão é a que fica, acabo de receber um gigantesco rótulo de “nerd”.


Só fui apresentada ao Mr. Wiggles hoje, por indicação do Pedro, mas ele parece adorável. O que há para não se amar em um urso de pelúcia ateu, bissexual, sociopata e viciado em drogas?

9 – Angeli

Angeli não é novidade, mas merece ser lembrado. No site, alguns de seus personagens mais memoráveis ficam de fora. São poucas as tiras e charges presentes, por isso ele só conquista a nona posição. É mais fácil procurar seu trabalho na biblioteca mais próxima.


O nome pode ser confuso para os desavisados, mas Sieber é brasileiro. Seu trabalho é publicado no Estadão e na Folha de S. Paulo, porém a internet é o melhor local para encontrar o acervo de cartuns e quadrinhos. Divididas em várias séries, o humor negro é predominante nas tiras. Recomendo a série “Preto no Branco”.


Wondermark traz um humor mais cerebral, para não dizer prepotente. David Malki cria suas tiras com primazia, aproveitando gravuras de livros e revistas do século XIX. Empine seu nariz, volte para a primeira página e divirta-se com as deduções inteligentes.

6 - Laerte

Outro das antigas. Junto com Angeli e Glauco, criou a “Los Tres Amigos”. Contudo, Larte é mais famoso pelos “Piratas do Tietê”. Essas séries e os outros trabalhos do quadrinhista estão disponíveis – e organizadas, o que é uma coisa admirável – na galeria do site. Outros personagens interessantes são Deus e Overman.


Ah. Eu adoro o Dahmer. Não só a série clássica dos Malvados, mas todas as edições especiais, como “Encontro Aual dos Donos do Mundo”, “Treme-Treme” e “Ulisses versus Ulisses”. Sarcástico e politicamente incorreto, trata de solidão, política, sexo e outros assuntos menos - ou mais - relevantes.


Não se deixe enganar pelos unicórnios coloridos e fadinhas simpáticas. Os quadrinhos de Nicholas Gurewitch não são fofos. Os traços delicados justapõem imagens infantis a um discurso mórbido e humor surreal. Os temas são bem abrangentes: sexo, religião, guerra, suicídio. Infelizmente, não é atualizado desde 2008. Mas não deixem de conferir o acervo.


Uma criança poderia desenhar os personagens dessa webcomic. Pior, eu poderia desenhá-los. Mas isso realmente não importa quando você conta com os diálogos cínicos, ricos em ironia, onde a piada nem sempre é definida. “Cyanide and Happiness” é publicado no site da Explosm e feito a oito mãos. O conteúdo é o de sempre: sexismo, racismo, assassinato, mutililação, desvios sexuais... e estou começando a me sentir mal com essa lista. A próxima tirinha precisa ser da Turma da Mônica para salvar minha imagem.


"O Cânone da Música erudita ocidental é pequeno demais para nós dois, cara". As tiras não passam de montagens de ilustrações e fotografias de Ludwig van Beethoven ou Richard Wagner. Similar ao que o David, da Wondermark, faz, porém mais divertida. Obviamente, o que era uma brincadeira de Mauro A. evoluiu e já vai muito além de Beethoven e Wagner, como podem perceber no site. Eu prefiro a “coleção” antiga, aqui.

1 - XKCD

Sim, são bonecos-palito. Pode parecer uma escolha improvável – para os mais agressivos, idiota -, mas XKCD definitivamente é a minha tira online favorita. Ainda que por diversas vezes seu conteúdo nerd esteja fora do meu alcance. Os quadrinhos e o site têm um design simplório, mas a temática é perfeita. Tratando de Matrix a romance, passando por computadores e solidão, a webcomic é divertida, sarcástica e pode te entreter por horas. Sério. Horas.

PS: No Manual do Minotauro dá para ler as tirinhas publicadas pelo Laerte. É atualizado diariamente. (Pedro)